Anatel aprova fim da cobrança do ponto extra na TV paga

Abril 17, 2009

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 19h12.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu nesta quinta-feira proibir a cobrança pelo ponto extra da TV por assinatura. Depois de mais de 10 meses de discussão, a agência entendeu que as operadoras podem cobrar apenas pela instalação e manutenção do equipamento, mas não podem efetuar uma cobrança mensal pelo serviço.

As empresas terão que especificar na conta o que está sendo cobrado. A operadora poderá dividir, por 8 meses, por exemplo, os custos da instalação, mas não poderá cobrar mensalmente pelo ponto extra. De acordo com a Anatel, o custo das empresas com instalação do ponto extra é de cerca de R$ 400.

De acordo com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, as empresas não poderão continuar cobrando pelo serviço a partir da publicação da decisão no “Diário Oficial” e não poderão cobrar pela instalação dos pontos extra que já estão instalados.

Reprodução
Presidente da Anatel disse ainda que agência vai controlar aumentos abusivos nos serviços de televisão por assinatura
Presidente da Anatel disse ainda que agência vai controlar aumentos abusivos nos serviços de televisão por assinatura

Sardenberg disse ainda que a Anatel vai controlar aumentos abusivos nos serviços de televisão por assinatura que possam ocorrer para compensar a gratuidade do ponto extra. “É uma estrutura competitiva, o que nós queremos é aumentar a competição. Vamos acompanhar para em cada caso verificar se há abuso.”

Reclamações

As empresas do setor informaram que se manifestariam sobre o assunto por meio da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura). A entidade, por sua vez, afirmou que divulgará nota sobre a decisão em breve.

Em debate sobre o assunto realizado na Anatel no ano passado, o presidente da Net, José Antônio Félix, disse que as empresas de televisão por assinatura poderão perder em média 20% do faturamento com o fim da cobrança. Segundo Félix, algumas empresas chegaram a falar em uma perda de 50%.

A assessora jurídica da SKY, Roberta Westin, disse na mesma ocasião que a proibição da cobrança do ponto extra inibirá novos investimentos dessas empresas. Para o presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, o fim da cobrança poderá encarecer o serviço para o consumidor de renda mais baixa, que tem apenas um ponto em sua casa.

Demora na decisão

Em junho do ano passado, a Anatel publicou regulamento que proibia a cobrança pelo ponto extra. O veto foi contestado na Justiça e a agência suspendeu os efeitos dos artigos que proíbem a cobrança. A suspensão foi adiada por sete vezes ao longo dos 10 meses.

O regulamento dizia que a utilização do ponto extra “sem ônus, é direito do assinante”. Ao mesmo tempo, porém, o texto permitia a cobrança pela instalação, ativação e manutenção da rede interna. Como havia uma dúvida sobre o que exatamente poderia ser cobrado, as empresas recorreram à Justiça.

No fim de julho, a Anatel apresentou nova proposta proibindo o pagamento pelo ponto extra. Na proposta, só poderia ser cobrado o valor do aparelho decodificador e o custo da instalação.

Em fevereiro, a conselheira Emília Ribeiro, que relatava o processo, apresentou voto defendendo a cobrança pelo ponto extra. “O ponto extra tem custo. Se eu disser que vai ser gratuito, alguém terá que pagar. Como vai passar a conta para quem tem só um ponto?”, questionou, na época.

A demora da Anatel em julgar o processo foi criticada principalmente por órgãos de defesa do consumidor. Em termos de comparação no que diz respeito à morosidade do processo, em prazo menor –oito meses– a Anatel mudou a legislação para permitir que uma empresa de telefonia fixa comprasse outra em área diferente.

Em outros dois meses, analisou e aprovou a compra da Brasil Telecom pela Oi, no que foi considerado prazo recorde por analistas. No início de março, o Ministério Público Federal chegou a solicitar à Justiça que estipulasse o prazo de um mês para que a Anatel decidisse a questão.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u551768.shtml

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito


Capixaba poderá bloquear chamada de telemarketing

Abril 8, 2009

Depois dos paulistas, os capixabas podem ser os próximos a usufruir do cadastro para bloqueio de ligações feitas por empresas de telemarketing. O deputado estadual Givaldo Vieira (PT) protocolou na Assembleia Legislativa um projeto de lei semelhante ao que está em vigor em São Paulo desde 27 de março. A proposta é criar um cadastro antitelemarketing nos órgãos de proteção e de defesa do consumidor, os Procons. Os inscritos não podem receber ligações telefônicas feitas por empresas que ofereçam produtos ou serviços.

O deputado pretende ainda pedir o regime de urgência para a apreciação dessa matéria na sessão ordinária que aconteceu ontem.

“A pessoa vai preencher um cadastro, que provavelmente deve ficar disponível no site do Procon. Com esse cadastro, prevalece o direito do cliente em não ser incomodado e nem adicionado na listagem das empresas de telemarketing”, explica.

Depois de 30 dias de inclusão no cadastro, o usuário do serviço não pode mais receber ligações de empresas de telemarketing. Se isso acontecer, o estabelecimento recebe uma multa de R$ 1.000,00 por cada ligação feita.

Além do projeto de lei do deputado Givaldo Vieira, outras três propostas semelhantes tramitam no Legislativo capixaba. O deputado disse que vai aproveitar os projetos para compor emendas e formar uma proposta única para discussão na Assembléia.

Penalidade

R$ 3 milhões
É a multa máxima, em São Paulo, aplicada à empresa que descumprir a lei do cadastro de telemarketing.

Fonte: A Gazeta (http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/04/508335-capixaba+podera+bloquear+chamada+de+telemarketing+img+src+http++gazetaonline+globo+com+imagens+icon+mp3+gif+alt++hspace+3+border+0+align+absmiddle.html)

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito


Echolink: a tecnologia a favor do radioamadorismo

Outubro 22, 2008

Existe um software chamado “Echolink” em que proporciona aos radio-amadores poder fazer QSO (troca de conversas) com um maior alcance de sinal. O software pode ser obtido no site http://www.echolink.org e ser instalado em qualquer computador que rode o sistema operacional windows.

Venho lembrar que o Echokink para ser utilizado, a pessoa tem que ser radio amador registrado na ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicação) e possuir o COER ( Certificado de Operação de Estação Radioamadora) com o devido prefixo registrado no órgão.

O funcionamento do software se baseia em, através da internet, ao executar o Echolink, você se loga no servidor da echolink.og que emula através do software, uma interface entre a internet e a torres de transmissão de sinal analógico de rádio, possibilitando, através da frequêcia diferenciada de cada conferência, qual repetidora ou link você vai transmitir, levando o seu sinal de voz para todo o mundo.

Ontem, tive a oportunidade de me comunicar com radio amadores do Texas – EUA, onde a transmissão e a repecção de audio eram perfeitos e longe de existir ruídos que pudessem prejudicar o entendimento da conversa. O sistema echolink, também é um meio prático e eficiente para propagar mensagens ao redor do mundo, de uma forma simples e barata, pois com o uso da internet e do software, você não precisa mais comprar aqueles rádios potentes e caros para falar com radio amadores do outro lado do continente. Basta um computador e o software “Echolink”, que ele dá conta do recado.

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito


Banda Larga pela rede elétrica, é possível?

Setembro 10, 2008

Parece que realmente estamos evoluindo significativamente no mundo tecnológico ao ponto de ser oferecido internet banda larga por meio da rede elétrica. Está surpreso? Desconfiado? Bem, posso te adiantar que esse assunto já está em discussão faz um bom tempo e atualmente, a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicação) já está com uma consulta pública aberta para receber sugestões sobre o assunto até o dia 29 de setembro.

No regulamento que estará disponível para consulta pública, a Anatel propõe critérios como as freqüências nas quais será possível utilizar a rede de energia elétrica para a banda larga sem que haja interferência no fornecimento de energia.

A agência também estipulou que os equipamentos do sistema BPL devem ter certificação e atender às normas do sistema elétrico expedidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O texto completo da proposta está disponível na biblioteca da Anatel, em Brasília, ou no site da agência.