Variante do Conficker cria mofo virtual em MP3

Abril 1, 2009

Pesquisadores de universidades norte-americanas revelaram o resultado de um estudo conjunto que confirma a existência de um novo tipo de praga virtual, que não pode ser classificada de vírus nem de cavalo de Troia.

Professores de ciência da computação na Universidade Livre do Oeste da Califórnia batizaram a descoberta de “fungo de computador“, e ela pode estar associada ao vírus Conficker, que deve atacar milhões de computadores nesta quarta-feira (01).

De uma maneira análoga ao que acontecia com os fungos, mofos e bolores que atacavam as fotos em filme e fitas cassete no século passado, o fungo virtual degrada os arquivos de imagem, som e vídeo armazenados no computador. “O problema acontece até mesmo com arquivos de backup que nunca são acessados”, alerta Antonio de Marco, pesquisador adjunto da Universidade Presbiteriana de Michigan, o descobridor da ameaça. “Ninguém pode ficar tranquilo só por ter tudo copiado em DVDs.”

Os cientistas apuraram uma perda média de qualidade de 7% por ano para imagens JPEG, 15% para arquivos TIFF e 4% para áudio MP3. Quanto mais baixo o bitrate do MP3, mais rápida é a deterioração. Outros arquivos atingidos são os vídeos QuickTime MOV, com 14%, seguidos dos AVI em DiVX, com 9%.

Arjun Radhakrishnan, doutor em Ciência da Computação em Stanford, explica que o fungo virtual não tinha sido claramente detectado até agora porque seus efeitos são graduais e insidiosos. “O usuário típico de computador nunca pensou muito sobre esses fenômenos, porque a perda de desempenho do próprio sistema operacional é considerada um fato trivial.” Segundo ele, as pessoas acham normal e compreensível que a música pirateada do Napster em 2000 tenha vocais abafados e percussão indistinta, assim como as imagens pornográficas baixadas da Internet ficam visivelmente menores e mais sujas com o tempo. Arquivos de

Photoshop abrem com as cores inexplicavelmente erradas, escurecem e desbotam. Outros tipos de arquivos perdem seus ícones característicos. Até textos podem se deteriorar, abrindo com os caracteres acentuados trocados. Tudo isso seria uma variedade de sintomas do fungo digital.

O problema pode ser confirmado ao comparar arquivos com cópias salvas em outros computadores há alguns anos, assim como fotos digitais com cópias impressas da época em que elas eram novas, ou gravações de áudio digitais com seus correspondentes em fitas analógicas. “Houve uma degradação notável e progressiva de quase todos esses materiais, e muitos deles poderão não resistir em forma aproveitável até a próxima década”, alerta Bogus McCall, professor de filosofia cibernética da Universidade Cornell.

Ainda não se descobriu uma causa clara para a doença virtual atingir mais alguns computadores e arquivos do que outros, nem o método de transmissão do mal, que parece não ser causado por crackers ou hackers. Aparentemente, existem fatores ambientais.

O que fazer para evitar o fungo eletrônico? Segundo os cientistas, enquanto não surge uma solução comercial em software, a recomendação é fazer pelo menos três cópias diárias de todos seus arquivos e guardá-los em mídias mais antigas e duráveis, como CD-R ou disquete; transcrever todos os vídeos ripados de DVD para a boa e velha fita VHS; enviar todas as suas fotografias para o laboratório para serem copiadas em papel. “É a única maneira garantida de assegurar maior longevidade para os seus dados digitais”, afirma Rockwell.

É, claro, se você leu tudo isso e acreditou, parabéns, você caiu na nossa pegadinha de primeiro de abril.

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito


Pela lei brasileira, quase todos os internautas são piratas

Fevereiro 25, 2009

Lucas Pretti e Rodrigo Martins

Numa época em que, de acordo com a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), 95% dos downloads de música na internet são ilegais e a tecnologia permite copiar, subir, baixar e compartilhar arquivos pela rede, as leis continuam as mesmas do século 20: para ter acesso a um disco, filme ou livro você precisa comprar uma cópia. Se copiar ou tiver acesso sem pagar, é criminoso.

Segundo uma pesquisa da Comscore, 46% dos internautas brasileiros acessam o YouTube. De acordo com a legislação, ter acesso a conteúdo ilegal, mesmo que apenas para assistir, é crime. Então, apenas no YouTube, há muitos potenciais piratas brasileiros. Quem subir conteúdo protegido para o site pode pegar até quatro anos de prisão.

Você tem um MP3 player ou um celular que toca música? De onde vieram as músicas que estão lá? Se foi de programas do tipo P2P ou Torrent, com certeza são piratas. Mas sabia que digitalizar um CD que você mesmo comprou também é crime?

Toda essa situação está fazendo surgir um debate: no momento em que a maioria das pessoas está à margem da lei, de quem é o erro: das pessoas ou da lei? “Há um descompasso entre o que as pessoas fazem e o que a lei prevê”, disse Lawrence Lessig, criador das lincenças Creative Commons.

Legislação

Em praticamente todo o mundo a legislação está desatualizada, mas no Brasil a lei de direitos autorais, de 1998, é particularmente rígida. Prevê, por exemplo, que a cópia privada de material entre dispositivos eletrônicos é pirataria.

Também não é o caso de apontar o dedo para a Justiça e o meio jurídico ou os detentores de direitos autorais, sejam eles artistas ou a indústria de cultura e entretenimento. Afinal, eles precisam defender seus direitos e, para tanto, apelam para profissionais afinados com a lei em vigor.

No meio do tiroteio está o Ministério da Cultura. Desde 2007, comissões debatem novas saídas para a lei de direito autoral brasileira. A ideia mais próxima de ser aprovada é o conceito de cópia privada, em vigor, por exemplo, nos EUA. Não resolve o problema por completo, mas é um avanço.

Número

38% dos internautas
Segundo dados do Ibope/NetRatings, esse é o percentual dos brasileiros que acessam a internet que fazem downloads ilegais.

“A pirataria nunca é benéfica, mesmo como resposta a um modelo comercial que se encontra em xeque”
Luiz Henrique Souza especialista em direito digital

Internet como vilã

1. Por processo das gravadoras, o primeiro serviço de troca de arquivos, o Napster, foi fechado em 2001

2. Em 2003, Madonna espalhou pelas redes P2P faixas fictícias de seu disco American Life

3. Com o discurso de “processar qualquer um que compartilhe arquivos”, a indústria fonográfica começa em 2003 o cerco a universidades, como o MIT, pedindo informações sobre os alunos que baixavam

4. Em 2007, a Justiça bloqueou o YouTube no Brasil por conta de um vídeo que mostrava Daniella Cicarelli na praia com o namorado. O site ficou um dia inacessível, mas vídeos “piratas” se espalharam

5. A indústria fonográfica brasileira acionou em 2008 o Orkut para acabar com comunidades que trocam links para downloads de música. Não deu certo.

Fonte: Gazeta OnLine (http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/a_gazeta/materia.php&cd_matia=503092)

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito


Diferença entre MP3, MP4, MP5 e até MP10

Janeiro 13, 2009


Os fabricantes não param de inovar. A cada dia temos novos equipamentos com características diferentes. Um bom exemplo disso são os dispositivos de reprodução de música, como o MP3. Hoje temos vários tipos dispositivos e modelos que vão do MP3 ao MP10. Você, sabe diferencia-los?

Pois então vamos acabar de vez com essa confusão. Anote: o MP3 é um aparelho já conhecido. Sua função é a de reproduzir arquivos de músicas no formato digital de mesmo nome. Alguns também incluem funções de pendrive, gravador de áudio e rádio FM.

O MP4 é uma evolução do modelo anterior, que inclui a reprodução de arquivos de vídeo no formato MPEG-4 ou abreviadamente MP4. Alguns modelos também podem exibir outros formatos de vídeo, como WMV ou AVI.

Apesar de não termos nenhum arquivo digital do tipo MP5, os fabricantes utilizaram essa sigla para diferenciar seus produtos. Esses dispositivos fazem tudo que o MP4 faz e também servem como câmera digital, webcam, filmadora e são jogos eletrônicos.

Os MP6 são equipamentos MP5 que também funcionam como celular, com recursos como acesso à internet e a comunicação sem fio via Bluetooth ou Wi-fi. Um bom exemplo de um equipamento MP6 é o iPhone da Apple.

A sigla MP7 foi utilizada para indicar que temos novas funções no dispositivo. O aparelho nada mais é do que um MP6 com a função de recepção de TV convencional.

Finalmente os equipamentos MP8, MP9 e MP10. Agora temos uma verdadeira confusão. Para esses dispositivos não existe um padrão seguido pelos fabricantes. Assim cada um opta por características que acha mais interessante e nem sempre iguais.

Essas diferenças podem ser o sistema operacional utilizado, possuir ou não tela sensível ao toque (touch screen), GPS ou a compatibilidade com a TV digital.

Na hora da compra você deve analisar com cuidado a configuração dos equipamentos para escolher aquele que melhor atenda a suas necessidades.

Fonte: Gazeta On Line

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito


Iphone no Brasil

Julho 22, 2008

Parece que o Brasil está entrando na “onda” tecnológica do primeiro mundo, com o mais recente aparelho que centraliza diversos recursos, o Iphone da Apple. Nos paises desenvolvidos, os chamados “primeiro mundo”, o Iphone virou febre desde o ano passado, onde principalmente os americanos ficaram encantados com o que o aparelho trazia. Algum dos recursos que o Iphone oferece é a função “Touch” em que o usuário basta tocar na tela do aparelho para abrir programas, ler e-mails, navegar na internet, tirar foto e tantos outros mais.

Agora, com a notícia que o Iphone está chegando ao brasil, várias operadoras de celular estão de olho nesse aparelho que tenderá a ser o aparelho do momento, até porque, enquanto o Iphone ainda não chega em nosso país, já existem listas de esperas com o nome dos pretendentes que gostariam de adquirir o aparelho assim que sua venda for disponibilizada.

No site das operadoras, tem um local em que os assinantes preencham um formulário de reserva se candidatando para a compra do Iphone. Acredito que o valor desse aparelho assim que começar as vendas, será um aparelho caro, devido o tamanho interesse na aquisição do equipamento. Resta saber se as operadoras terão como suprir a demanda, ou ainda, qual operadora de celular será a privilegiada de ser a primeira a comercializar o Iphone.

Muitos candidatos a compra do aparelho nem sabem quais os recursos que o Iphone traz mas, assim como é na moda, é bonito e atraente ter um Iphone, afinal, todos ultimamente só falam dele desde que as operadoras começaram a prever a importação desse aparelho. O certo é que, após o Iphone desembarcar no país, e a febre passar, vai ser mais um produto da evolução tecnológica que ficará de lado, assim como foi com as tv’s de plasma, aparelhos de dvd’s, cameras digitais e outros. Quando eram novidade, o custo para compra era alto e, atualmente, estão tão baratos que não são mais equipamentos atrativos, agora a onda é celular 3G e Iphone.

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito